amor
Dr. Guaracy Rosa

Dr. Guaracy Rosa

Amor

O amor puro é a verdadeira natureza de Deus, pois todo o universo foi criado como um gesto de amor de “Sua” vontade e se incorporou em todas as dimensões. No homem a “Sua” verdadeira imagem. Estando inserido na sua alma e também em todas as espécies, o amor é a linguagem entre elas e tem como referência o “amor materno” como exemplo do amor universal, o mais alto de todos!

Apesar do amor puro residir em todos os seres, não se faz pleno e se manifesta em diferentes variações, enquanto não atingirem o grau de “realização” ou o “retorno à casa do Pai”.

A onipresença é um de Seus atributos e possui poderes incríveis, podendo criar e também destruir! O amor à pátria pode ensejar o terrorismo irresponsável e à destruição, por outro lado esse amor à pátria pode produzir grandes feitos, lembrando Mahatma Gandhi que libertou a Índia do jugo inglês.

Na sequência das variáveis do amor, merece comentários a paixão, a atração sexual e outros sentimentos que mais se confundem com impulsos instintivos com características do plano evolutivo que se encontram. A leoa age como predadora para alimentar seus filhotes, de forma grotesca, dilacerando sua presa. A paixão se confunde com amor quando prevalece o desejo de posse da pessoa supostamente amada. A atração sexual às vezes é confundida com amor verdadeiro, porém na maioria das vezes é impulso biológico garantindo a perpetuação das espécies. Aberrações, como o caso dos pedófilos, dos estupradores, estão incluídas na forma primitiva do instinto das espécies nas formas primárias da evolução.

Excluindo essas variáveis primitivas devemos exaltar o amor puro ou verdadeiro, que constrói, acrescenta, encanta e caracteriza-se pela alegria, felicidade, realizações e estímulo para existências abnegadas como a dos sacerdotes, monges, freiras e devotos reclusos que vivem para a religião, além dos missionários.

Lembramos também o amor que é transmitido pelos acordes de uma orquestra, um sentimento incontido de emoções, o amor descrito por escritores em seus romances amorosos. Cantores, artistas, poetas, que transmitem momentos de emoções agradáveis.

Como vimos o amor pode causar alegrias como também sofrimentos e decepções, mas em nossa alma encontra-se o verdadeiro amor, pois ela, a alma, é a centelha divina em nossa natureza e quando se manifesta é tudo de bom, de belo e de encantamento.

Vamos nos referir sobre esse amor puro que inicialmente nos transporta para nossa infância. Lembram de nossas travessuras? Em brincadeiras inocentes e jocosas, éramos puros de coração, amávamos intensamente nossos pais, irmãos e amiguinhos, não existia maldade, malícia ou sentimentos negativos. Amávamos tudo e a todos.

Que lembranças maravilhosas! É na juventude que sentimos amor pela primeira vez, foi mágico e até hoje lembramos o primeiro beijo, do primeiro abraço e da primeira declaração de amor.

Na maturidade encontramos nossa alma gêmea e nos casamos e temos filhos. Que maravilha! Na velhice recordamos tudo que foi bom e belo e sentimos a alegria do dever cumprido.

O amor, em todos esses momentos, foi a mola propulsora de nossa existência e perguntaríamos: teria sido possível viver toda essa existência sem amor? Claro que não. Foi na verdade a motivação de nossa existência.

Lamentamos o fato que muitos não tiveram e nem procuraram o verdadeiro amor dentro de si! A propósito relatamos uma passagem ocorrida há algum tempo: um discípulo pergunta ao seu mestre: “Mestre quando saberei que estou evoluindo? Tenho seguido suas práticas, mas fico com dúvidas”. O mestre respondeu: “Quando você encontrar uma formiguinha, ziguezagueando à procura de alimento e você reconhecer que ela é sua irmãzinha menor e sentir um grande amor por ela, certamente, você terá evoluído enormemente!”

Essa passagem está contida no livro “Monismo – uma interpretação atualizada” e é um dos mais belos ensinamentos dos seus princípios, pois coloca em evidência a irmandade entre as espécies e a conquista da nossa evolução.

O amor deve ser lembrado também pelas suas múltiplas faces, ou seja: pela amizade, generosidade, afeto, respeito, admiração, solidariedade, cumplicidade, cooperação, cordialidade, atenção, caridade, filantropia, tolerância, entre outros!

Dr. Guaracy Rosa

Dr. Guaracy Rosa

Formado em Odontologia. Professor de Farmacologia. 48 Anos Carreira Universitária. Integrou Corpo Docente da USP. Doutorado em Farmacologia.

Compartilhe esta postagem
Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on pinterest
Share on email