determinismo
Dr. Guaracy Rosa

Dr. Guaracy Rosa

Determinismo

O DETERMINISMO está ligado ao princípio de causa e efeito, ou lei cármica segundo o MONISMO.

Quando ocorreu a “Queda dos Anjos”, ou seja, a fragmentação do UNO, “Ele”, “Deus”, permaneceu nas partes fragmentadas, na condição de semente, tanto na dimensão do microcosmo como no macrocosmo e, no universo inanimado e animado, imprimindo “Sua” identidade, ou seja, um tipo de “código de barras”, por analogia. E esse código acompanha toda a trajetória evolutiva dessas partes. Estão incluídos nesse evento desde organizações estelares ou galácticas até seres vivos, principalmente seres humanos, que são a máxima revelação da “Sua” presença no Universo, ou a “Sua” obra prima, feito a “Sua” imagem e semelhança!

Com referência aos seres humanos, esse código contém todas as experiências vividas desde o início, ainda nas formas primitivas e, desde o “homo sapiens” até o presente, esse código registrou e registra todos os acontecimentos, as lutas pela sobrevivência, os conhecimentos adquiridos, as experiências vividas, os erros e os acertos, as alegrias e sofrimentos, e assim, todas as informações que ficam registradas e transferidas em todas as reencarnações em todas as dimensões.

As experiências adquiridas na vida anterior determinam a futura, tanto no plano terrestre como no plano espiritual e seguem a lei cármica, respeitando o livre arbítrio de cada um. Essa sequencia leva o indivíduo ao destino final que é o retorno do filho à casa do Pai.

Quando o ser atinge esse retorno final, o indivíduo não perde sua identidade, simplesmente essa identidade se expande e ele torna-se parte “Dele” em definitivo.

Durante o período evolutivo o código de barras (em suposição teórica) determina as sucessivas existências e é de precisão matemática. E lembramos a passagem bíblica, no Evangelho de Lucas 12:7:

“Até mesmo os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados”.

Esse “código de barras” está conectado com dois pólos: de um lado o comando central, “Deus”, que é a onipresença, e do outro, com o mundo de relação ou meio ambiente. Este último é um mar de forças eletromagnéticas onde tudo se move, aglutina, sofre atrações e repulsões, de acordo com os padrões definidos nesse código, que interage continuamente e o impulsiona.

Já existem grandes avanços na utilização dessa força como no caso do magnetismo. Uma força impulsionadora que está atraindo grande atenção de cientistas para seu uso comum, em trens rápidos, por exemplo. Este é um exemplo de que forças como essa permeiam nossa vida e nosso meio. E por esse e tantos outros motivos observa-se que nada acontece por acaso ou por coincidência. Esse padrão bio-elétrico-magnético que nos acompanha é que se inter-relaciona nos acontecimentos eventuais e os compromissos cármicos.

Vamos a um exemplo: várias pessoas programam uma viagem de avião, porém, uma delas, por motivos pessoais, resolve não embarcar nessa viagem. Esse avião, por motivos cármicos, sofre um acidente e todos os ocupantes morrem. Não foi coincidência. Todos estavam comprometidos com as leis cármicas de causa e efeito, o determinismo que segue controlando tudo. A pessoa que não embarcou também possuía motivos cármicos e foi resguardada do acidente.

Esse fato acima relatado esclarece a precisão dos acontecimentos que ocorrem sem a participação do nosso livre-arbítrio, desencadeiam-se forças cármicas e ficam registradas no nosso “código de barras”. Responderemos sempre por nossas ações. Como em um caso de assassinato, quem morre sofre o efeito de causas anteriores, talvez em outras vidas e quem mata também sofrerá os efeitos de sua atitude, de seu livre-arbítrio. Estas situações ilustram bem como age a LEI CÁRMICA. E é de alta precisão, ou precisão matemática, que a ciência oficial ainda desconhece, mas no futuro tudo será esclarecido, inclusive os mecanismos de interação de forças eletromagnéticas.

Após esses esclarecimentos, concluímos que são intransferíveis os  compromissos cármicos, portanto, esperar que outrem assuma nossa responsabilidade é ilusão, é impossível. Pedir a santos milagreiros e fazer-lhes promessas é um engodo. Cada um terá que responder pelos seus atos, nesta ou noutra existência. As religiões (as boas ações) atenuam, eventualmente, consequências por um esforço pessoal, principalmente através de trabalhos humanitários, de assistência aos mais necessitados, abrandando os efeitos de ações erradas, mas não eliminam a reação da lei cármica. Em Gálatas 6:7 se esclarece:

“Não se iludam, pois com Deus não se brinca, cada um colherá aquilo que tiver semeado”.

Dr. Guaracy Rosa

Dr. Guaracy Rosa

Formado em Odontologia. Professor de Farmacologia. 48 Anos Carreira Universitária. Integrou Corpo Docente da USP. Doutorado em Farmacologia.

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