Solidão

Quando ainda jovem, sentia uma solidão muito grande e, num determinado dia eu chorei; chorei copiosamente; me sentia muito só. Minha vida era muito triste. Não tinha a quem revelar minha angústia. Não encontrava motivação para minha existência; não podia imaginar por que vivia. “Viver para quê?”, Perguntava-me! Quem sou eu, o que faço aqui? Por que tenho que viver como os outros? Estudar, trabalhar, comer, beber e outras coisas? Era terrível, chorava, chorava muito; ninguém via e nem ouvia meu pranto; estava só, tão somente só. E, por uma graça divina, comecei a raciocinar: “Eu sou um ser humano, tenho um corpo, sou uma pessoa, não um ser fruto da geração espontânea; tenho corpo e “Alma”; fui criado à imagem e semelhança de “Deus”; não sou apenas um número na multidão; tenho que reagir; tenho uma vida pela frente; tenho mais é que lutar para conseguir o meu lugar, vencer obstáculos e seguir adiante; acorde rapaz, é tempo de viver…”.

E assim, um dia eu “O” encontrei! Não chorei mais…

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