Convivendo com o Amor

É amor impregnado em todo o Universo, está nos ventos, no ar, na terra, no céu, nos mares, nas galáxias, nos planetas, nos sóis.

É o colorido que está nas flores, nas frutas, no arco-íris, nas plantas, nos pássaros e seus gorjeios; em você, em mim, em todos nós. É o cântico dos cânticos, as delícias dos aromas, a beleza da verdade, o sorriso de uma criança, o encanto de nossas faces, a policromia da natureza.

Também está no amor entre os homens e mulheres, no sabor dos frutos, no bailar das borboletas, nas emoções e sentimentos.

Enfim, o amor está em tudo e em todos e, ainda, dizem que “Deus”não exite, pois, “Ele”é todo esse “Amor”!

Bijuterias da Vida

Bijuterias é o mesmo que artefatos de fantasia que a gente usa por pouco tempo porque são de duração efêmera; são penduricalhos, pulseiras e servem apenas para satisfazer vaidades e são facilmente esquecidos pela pouca importância.

Essa é a situação da maior parte da humanidade que apenas se preocupa com as “bijuterias da vida” e seus penduricalhos ou futilidades ilusórias, sem importância. Fantasias efêmeras que prejudicam sua evolução, desviando o foco de suas vidas que deveria ser a conquista de jóias verdadeiras como os diamantes do conhecimento, as pérolas de boas ações e as pedras preciosas dos bons sentimentos porque, estes sim, são os verdadeiros tesouros que devemos guardar no cofre das nossas grandes realizações.

Felicidade

A felicidade está aqui dentro pois, convivendo com “Ele” sinto alegria no viver, com os valores que conquistei, com a soma do conhecimento que acumulei e, também, com o silêncio da minha mente que com muito empenho consegui e, por isso tudo é que sou feliz.

E lá fora?

Lá fora está o movimento, as coisas com formas e beleza que nos atrai mas, é mera ilusão ou maya, de duração curta; apenas nos oferecem momentos de prazer, termina logo e, às vezes, nos atormentam; quase não valem a pena mas, o que está aqui dentro é majestoso, é fantástico, é mágico, é lindo e para sempre…

Como sou feliz…

Humildade

Várias passagens bíblicas fazem referência a humildade como no evangelho de Mateus, cap. 23, versículo 12: “Quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”. À luz do Monismo, diz respeito à barreira do nosso pequeno ego que, quanto maior é a sua projeção, maior é a distância dele de “Deus”, ou seja: eu sou, eu tenho, eu faço, etc. Na verdade é “Ele” quem é, é Ele quem tem, é Ele quem faz etc. Porque nós somos “Ele”.

Quanto mais fortificamos essa barreira, mais nos distanciamos “Dele”.

Essa é a mais profunda e sábia interpretação da humildade ou, porque devemos ser humildes. Quanto mais humildes, mais refletimos “Ele” em nossas vidas.

Solidão

Quando ainda jovem, sentia uma solidão muito grande e, num determinado dia eu chorei; chorei copiosamente; me sentia muito só. Minha vida era muito triste. Não tinha a quem revelar minha angústia. Não encontrava motivação para minha existência; não podia imaginar por que vivia. “Viver para quê?”, Perguntava-me! Quem sou eu, o que faço aqui? Por que tenho que viver como os outros? Estudar, trabalhar, comer, beber e outras coisas? Era terrível, chorava, chorava muito; ninguém via e nem ouvia meu pranto; estava só, tão somente só. E, por uma graça divina, comecei a raciocinar: “Eu sou um ser humano, tenho um corpo, sou uma pessoa, não um ser fruto da geração espontânea; tenho corpo e “Alma”; fui criado à imagem e semelhança de “Deus”; não sou apenas um número na multidão; tenho que reagir; tenho uma vida pela frente; tenho mais é que lutar para conseguir o meu lugar, vencer obstáculos e seguir adiante; acorde rapaz, é tempo de viver…”.

E assim, um dia eu “O” encontrei! Não chorei mais…

Albert Einstein

Albert Einstein possuía um dom muito singular, quando queria resolver um problema muito complexo. Colocava-se na posição de Deus e imaginava: “Se Deus fosse resolver esse enigma, como ‘Ele’ pensaria?”. Posicionava-se no lugar de “Deus” e, com a mente “Dele”, surgiam as soluções, sempre pensando: “Como ‘Ele’ resolveria essa ou aquela situação?”. Assim agia um dos maiores gênios que a humanidade já produziu. Ele também afirmava que o conhecimento adquirido jamais se igualava ao conhecimento resultante da criatividade. Ela é mais importante que o conhecimento adquirido nos livros e, desse modo, ele primeiro criava com sua mente privilegiada pela sua genialidade, e depois, procurava aplicar, experimentalmente, o resultado de suas conclusões. É um exemplo vivo e uma afirmação da onisciência Divina.

Ser ou Não Ser

Aparecem e não são vistos

Falam e ninguém ouve

Surgem e desaparecem

Vivem e ninguém conhece

Estão presentes e também ausentes

Têm forma e são disformes

Gritam e não ouvem

Choram, mas não têm lágrimas

Não sabemos quem são

Têm sentidos e não sentem Enxergam, mas não veem Acordam e não dormem

Vivem e não morrem

O um não pode ser dois

E o que é?

É a Abstração!!

A ausência de pensamentos

Agora entendemos o “Absoluto” É a falta do tempo e espaço

Descobrimos o que é o “Nirvana” dos Budistas

O que é o “Samadhi” para os Hinduístas

E o que é “Transfiguração” para os cristãos

É quando tudo cessa e “Ele” se manifesta!

Um Raio de Luz

Um raio de luz surgiu

E passei a existir

Um caminho longo percorri

Meus desejos conquistei

Meus sonhos eu vivi Obstáculos atravessei Colhi flores e espinhos Mas, sobrevivi

E agora cheguei

Cheguei para ficar

Até que enfim “O” encontrei

Como é bom vê-“Lo”

Tinha saudades, muitas saudades

O nosso grande abraço aconteceu

E o filho pródigo retorna à casa do Pai

Quanta alegria

Não lhe deixo mais

Porque é este meu lugar

Ficarei para sempre

Em “Seus” braços

E me alimentarei da “Sua” doçura

Da “Sua” generosidade

Da “Sua” sabedoria

Deixei os farrapos da ilusão

Atravessei campos floridos

E novamente uma criança me tornei

Agora mais uma vez

Quero abraçá-“Lo”…

Eu Chorei!

Eu chorei de alegria quando soube que “Deus” estava dentro de mim, era a minha “alma” e eu não sabia, que grande alegria; eu “O” procurava na imensidão do Universo e não “O” encontrava, percorri todos os caminhos e descaminhos e, também, não “O” encontrava, passei por tropeços e desencantos, pelas trevas e pelo sofrimento e, não percebia que “Você” estava aqui, no meu ser, e agora posso olhar no espelho e vê-“Lo” face à face, posso conversar com “Você”, lhe contar minhas alegrias e tristezas, lhe confessar os mais íntimos sentimentos.

O interessante é que agora consigo vê-“Lo”, também na imensidão do Universo, ao contrario de outras vezes; sei também que “Você” está nos animais, nas arvores, na vegetação, no ar que nos mantém vivos e, agora, começo a sentir realmente o significado da sua onipresença, onisciência e onipotência, pulsando dentro de mim; que maravilha, sinto paz, muita paz; sinto o amor universal crescer em mim.

Como sou feliz por “Te” encontrar e, agora caminharemos sempre juntos por toda eternidade.

Se Deus Falasse

Se Deus falasse diria à você: veja que corpo perfeito lhe dei, que formas harmoniosas você possui, que rosto lindo, que olhos maravilhosos que enxergam tudo, que nariz de belo contorno que lhe permite respirar e a boca com lábios delicados que lhe favorece ingerir alimentos, falar e até beijar, orelhas bem feitas que escutam tudo e a capacidade de andar, correr, jogar, carregar, abraçar e, ainda lhe dei emoções e sentimentos nobres como raciocinar, e memorizar, sonhar e amar; lhe dei um paraíso para morar com tudo que há de bom para lhe sustentar, o ar para seus pulmões e, também, lhe dei um universo para você passear, lhe dei tudo que podia com muito amor para você ser feliz, entretanto, um dia poderei lhe perguntar: o que você fez de bom com tudo isso que lhe dei? Não, não, não responda agora, conversaremos depois…